29 de março de 2012
27 de março de 2012
noturno
faz-se em ira a dor que, em silêncio, pulsa nos nervos do corpo. os raios cortam a noite que um quarto de lua espia. minguante ou crescente? a lua não. a dor. ou o silêncio. nunca se sabe. palavras soltas escorrem pela fresta da janela. caem na toca dos grilos. e, vorazes, os leões do silêncio constroem sua melodia. as palavras têm a alma embevecida. e silenciam e ouvem. e o que vier depois disso - se vier - será ruído.
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