4 de abril de 2012




gotas de sangue no fio de tua navalha. quero ir para o dentro de mim, que é fora, excêntrico. sempre à margem. e esses grilhões que me ferem o pulso - os meus tendões há muito carcomidos. eu esmoreço.
a vista míope vislumbra um arco-íris, enquanto o cotidiano naufraga entre meus dedos...
naufraga... naufraga...
não. a felicidade não pode ser tão óbvia e maquiavélica. é um adjetivo rude: óbvio. asqueroso, como os grilhões à serviço da felicidade. como a própria felicidade às custas do aniquilamento. arrebatamento. arrebentamento das vísceras que ululam por ser feliz!
mas o mundo é uma navalha. a felicidade também. e nela, gotas de sangue no fio do teu ser. feliz?



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