Sintam-se à vontade. A casa é vossa...

19 de julho de 2011

différance





como é possível que no entre dos entes se instale a sombra daquilo que - muito temo, confesso - se enuncia como o nada? havia poesia antes de haver discurso. e quando o desvelo de ser tomou conta dos corpos, todas as máscaras caíram por terra, frágeis que eram sobre a face da parole. doravante, ecos mudos de reminiscências prolixas traçam a performance do desconstruir-se. todo ato de enunciação é eco. todo traço é mudo. mas, mesmo sob máscaras outras, sob qualquer disfarce que emudeça o ser que grita: a poesia primeva do outrora persiste, ad eternum. ecoa na sombra, afronta os olhos e silencia as mãos. nada se tece. e entre os entes, entre os corpos e as máscaras, todo eco é a própria sombra que se penetra e se emudece.




1 comentários:

Maria Cristina disse...

oi menino! Como está? mande notícias, tá bom? abração. MC